Os triticultores brasileiros enviarão ao governo federal documento em que solicitam a prorrogação das parcelas de custeio que vencem em dezembro e janeiro. Conforme o presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Culturas de Inverno, Rui Polidoro Pinto, o pedido deve-se à descapitalização do produtor, já que as vendas estão paradas. 'A indústria está abastecida e compra muito pouco, e as exportações estão paradas', disse Polidoro Pinto. A Fetag enviou ofício ontem aos ministérios da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e Fazenda e ao Banco do Brasil pedindo a prorrogação do custeio e do investimento do trigo que vencem no começo de 2009. Conforme o presidente da Fetag, Elton Weber, os agricultores enfrentam altos custos, preço baixo do cereal e, principalmente, falta de liquidez na comercialização da safra. Polidoro Pinto acrescentou que a colheita desta safra está praticamente concluída. Foram registrados problemas de perdas de áreas e de qualidade. Mesmo assim, a expectativa é aumentar a produção e chegar a 7 milhões de t em 2012, 70% do consumo interno. Para tanto, é necessário baratear insumos, definir políticas e alocar recursos.