A falta de pagamento de uma parcela do valor devido pelo Estado a fornecedores do programa Troca-Troca pode atrasar a entrega de milho a agricultores. Segundo sementeiras, o grão não será liberado sem o recebimento integral do valor devido. De acordo com o supervisor da Santa Helena Sementes, Rogério Druck, a primeira parcela foi paga em junho, mas o Estado ainda deve 28% do total. 'As empresas e o Estado acordaram que o produto só seria entregue com a quitação do valor, o que ainda não aconteceu', afirma. Apesar de reconhecer o débito, o governo garante que tudo estará pago para entrega até 31 de julho. Preocupado que a demora afete o cultivo, o presidente da Fetag, Elton Weber, deve procurar o secretário da Agricultura, João Carlos Machado, hoje. 'Se a entrega se estender para agosto, poderá trazer problemas', pondera. Conforme o coordenador do programa, Paulo Braccini, as 390 mil sacas adquiridas serão entregues primeiro para as regiões Norte e Nordeste, onde o cultivo começa mais cedo. O volume ofertado neste ciclo é 16 mil sacas inferior ao da safra passada. Para João Carlos Machado, o baixo preço do milho e a quebra na safra causada pela seca desestimularam os produtores, que devem optar por outras culturas em substituição ao milho.