Trigo - Governo Federal destina R$ 50 milhões para a compra de trigo no RS
Data:
27/11/2009
O governo federal prevê destinar 50 milhões para a compra de trigo no Rio Grande do Sul. A medida vai ajudar, principalmente, os agricultores atingidos pelas enxurradas e vendavais que atingiram o estado nos últimos meses. O recurso será usado por meio de Aquisições do Governo Federal (AGF). O governo também vai utilizar o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) para a compra de feijão, diminuindo os prejuízos sofridos pelos produtores gaúchos.
“O importante é que, mais que ações emergenciais, o governo federal tem políticas públicas já implementadas e funcionando plenamente para atender os agricultores em momentos difíceis como o que está passando o Rio Grande do Sul neste momento”, ressaltou o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel.
Além dos programas já citados como PAA e AGF, os produtores de trigo e feijão contam também com o Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar, o PGPAF. Nesse mês o programa garante um desconto de 18,52% no financiamento do trigo e de 21,01% no de feijão nos contratos do Pronaf, em caso de baixa nos preços desses produtos no mercado.
Cassel disse ainda que está analisando a possibilidade de estender a linha de crédito do programa Mais Alimentos para a reconstrução das propriedades destruídas pelas intempéries. Pelo programa, o agricultor pode tomar até R$ 100 mil reais em crédito que podem ser pagos em até dez anos, com juros de apenas 2% ao ano e prazo de até três anos de carência para começar a pagar o financiamento.
Até setembro, os agricultores familiares dos 94 municípios atingidos pelas cheias, já haviam realizado mais de 31 mil contratos do Pronaf (programa de crédito da agricultura familiar) na safra 2009/2010 que começou em julho. Desses, os contratos de custeio já estão cobertos pelo seguro da agricultura familiar (SEAF) o que permite ao agricultor plantar com segurança e com a garantia de renda. Em caso de perdas, o SEAF reduz a zero a dívida do agricultor com o banco e garante que ele receba 65% da receita líquida esperada pelo empreendimento financiado. Já os contratos de investimento poderão ser prorrogados pelas atuais normas do Manual de Crédito Rural.
Na última terça-feira, Cassel se reuniu com o setor leiteiro no estado para garantir políticas de preço e comercialização do produto. “O leite é muito importante para a geração de renda do agricultor familiar. E nesses períodos complicados, de grandes dificuldades, precisamos trabalhar juntos, governo e produtores, para garantir um preço justo”, afirmou o ministro.